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Especificação Técnica
1. Objetivo
Esta especificação estabelece as características e os métodos de ensaio para avaliação e durabilidade.
1.2 Testes elétricos
1.2.1 Teste de resistência de isolação:
Conforme norma IEC 730/1986 ITEM 13.1.4, a resistência de isolação no teste deverá ser no mínimo 2 megahoms. A medição deverá ser efetuada com megger de 500 VDC durante 1 minuto aplicado entre todos os terminais conectados eletricamente entre si e o corpo da eletroválvula.
Obs.: O termo "corpo" inclui todas as partes metálicas externas. Se a superfície for de material isolante, uma folha metálica deve ser colocada de maneira a envolver o corpo da eletroválvula para se efetuar o teste; esta folha metálica deverá estar afastada dos terminais pelo menos 2,5 mm.
1.2.2 Teste de rigidez dielétrica
Conforme norma IEC 730/1986 item 13.2.4, a eletroválvula deverá suportar uma tensão de 1250 VAC, durante 1 minuto, aplicada entre todos os terminais conectados eletricamente entre si e o corpo da eletroválvula.
Obs.: Para este item vale também, a definição de "corpo" dada no item 1/2.1.
1.3 Testes mecânicos
.1.3.1 Testes de utilização
Submeter a eletroválvula a um ciclo de 5 segundos energizada / 5 segundos desenergizada nas seguintes condições:
-limites de pressão: de utilização 0,2 e 8,0 Kgf/cm²
-limites de tensão: 100 e 135v para 127v
189v e 254v para 220v
-freqüência nominal: 60 Hz
Requisitos: As válvulas não devem ter problemas de vedação, liberação da água/deformações, etc. devem abrir e fechar normalmente nestas condições.
1.3.2 Teste de vazão
Submeter a eletroválvula ao ensaio de vazão nas seguintes condições:
-faixa de pressão de utilização: 0,2 a 8,0 Kgf/cm²
-tensão: 120v e 220v
-Freqüência nominal: 60Hz
Requisitos: As válvulas deverão apresentar vazão x pressão conforme curva:
1.3.3 Teste de vazamento c/bobina energizada (passagem obstruída)
A eletroválvula deverá ser submetida a uma pressão hidrostática de 150% (12 Kgf/cm²) da pressão nominal máxima (8,0 Kgf/cm²), na posição aberta com a saída selada, durante 1 hora. Esta pressão deverá ser aplicada lentamente sem golpes, para evitar solicitações excessivas no diafragma.

Após o ensaio deve ser feita inspeção, aprovando-se a eletroválvula caso o vazamento seja menor ou igual a 5 cm³ e a mesma não deve ter sido danificada.
1.3.4 Teste de vazamento c/bobina desenergizada (passagem livre)
A eletroválvula deverá ser submetida a uma pressão hidrostática de 150% (12 Kgf/cm²) da pressão nominal máxima (8,0 Kgf/cm²) na posição fechada com saída livre, durante uma hora. Esta pressão deverá ser aplicada lentamente sem golpes, para evitar solicitações excessivas no diafragma.

Após o ensaio deve ser feita inspeção , aprovando-se a eletroválvula caso o vazamento seja menor ou igual a 5 cm³ e a mesma não deve ter sido danificada.
1.3.5 Teste de torção
Na instalação não deverão ocorrer anomalias na eletroválvula (vazamento, afrouxamento de junta, deformações e outros danos), quando submetida a torção e flexão por ocasião da instalação e conexão da mangueira de entrada. Para verificação, a eletroválvula deve ser submetida aos ensaios citados a seguir:
Na rosca externa de conexão da eletroválvula, conforme NBR 8133, é inserido tubo conector com rosca fêmea ISO 1179, provido de arruelas de fibra para vedação; o tubo deve ser apertado manualmente.
Após a conexão aplica-se o torque de 65 N x m na extremidade oposta do corpo da válvula, por meio de uma chave. O torque é aplicado suave e progressivamente, sem "trancos" ou paradas, sendo os últimos 10% do torque aplicados no intervalo de tempo não superior a 1 min, tomando o cuidado par que o mesmo não seja ultrapassado (conforme desenho à seguir).

Após o ensaio acima retira-se o tubo conector da eletroválvula, verificando possíveis deformações residuais no conjunto e submetendo a mesma aos seguintes ensaios:
-resistência hidrostática (item 1/.3.5)
-vazamento c/bobina desenergizada (item 1/3.3)
1.3.6 Teste de resistência hidrostática
Após o ensaio de torção a eletroválvula é submetida a uma pressão de água igual a pressão nominal máxima (8,0 Kgf/cm²), na posição aberta com a saída selada, durante um minuto. Esta pressão deverá ser aplica lentamente sem golpes, para evitar solicitações excessivas no diafragma.
Concretizando o ensaio deve ser feita inspeção, aprovando-se a eletroválvula caso o vazamento seja menor ou igual a 5 cm³ e a mesma não deve ter sido danificada.
1.3.7 Resistência a umidade
Após permanecer por 48 horas em câmara úmida a temperatura de 40 + 3ºC e umidade relativa de 90 a 95 %, a resistência de isolação entre as partes metálicas vivas e as partes metálicas não destinadas a condução de corrente, deve ser superior a 1 MW .
Obs.: Após retirar da estufa, remover a água das peças.
1.3.8 Teste de salt-spray (corrosão)
O ensaio de salt-spray deverá ser feito conforme norma ASTM, durante 48 horas.
2. Durabilidade
O Recebimento de Materiais deverá retirar 3 amostras e no máximo 20% das amostras do item 1 para serem submetidas ao ensaio nas seguintes condições:
a) tensão de alimentação 106% da tensão nominal ou seja 135v para dados de placa 127v e 233v para 220v.
b) o êmbolo da eletroválvula deve ser submetido a 50% dos ciclos com 0,2 Kgf/cm² e outros 50% com 8,0 Kgf/cm².
c) as amostras devem ser instaladas em um dispositivo ciclando 5 segundos energizados por 5 segundos desenergizados (6 ciclos/minuto)
d) Nas condições acima, a eletroválvula deverá suportar 50.000 ciclos.
e)
Após este ensaio deve ser verificada a conformidade dos seguintes ensaios:-1/2.2 Teste de rigidez dielétrica porém com 940v
-1/3.1 Teste de utilização
-1/3.2 Teste de vazamento c/bobina energizada
-1/3.3 Teste de vazamento c/bobina desenergizada
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